Mercado Internacional

Transporte De Grãos Em Contêineres Tem Menor Custo E Valoriza A Carga

Se 2016 está difícil para o comércio exterior, é necessário olhar para o histórico e tentar compreender a trajetória que colocou a economia no estágio em que nos encontramos no momento. Essa é a visão do Diretor Superintendente do TCP, o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Juarez Moraes e Silva: “com a queda de 50% verificada nas importações do último trimestre, que levaram o ano de 2015 a fechar com 30% de declínio, as atividades do setor tiveram de se reinventar, buscando alternativas logísticas para incremento da exportação”, explica o especialista, em uma análise completa que poderá ser lida na íntegra no Especial Guia Marítimo Intermodal, a ser lançado durante a Feira Intermodal South America.

Uma das alternativas a que o diretor do TCP se refere foi o desenvolvimento do serviço de conteinerização de grãos, em substituição ao método de transporte graneleiro. O TCP hoje carrega
90% da carga em contêineres, o que gera qualidade e agilidade para os exportadores, além de aumentar a vantagem comercial competitiva, uma vez que, ao oferecer a possibilidade de segregação dos grãos com maior ou menor valor proteico (que significa maior ou menor valor comercial), a comercialização fica mais eficiente e o produto, mais lucrativo. “O volume de grãos transgênicos (com menor de teor proteico) é cada vez maior, e os navios graneleiros não permitem que se trabalhe com linhas de produtos segregados”, diz Juarez.

Outro problema enfrentado pelo transporte em granéis são as condições climáticas, que deixam a carga exposta e podem danificar o carregamento, além da demora no embarque dos grãos causada pelo tempo, o que gera o aumento nos custos operacionais para o cliente, acrescenta o diretor Superintendente Comercial da TCP.

A movimentação de cargas também pode ser um problema no embarque feito em graneleiros, uma vez que a carga sofre perdas no próprio manuseio. A TCP garante que, ao optar pelo transporte em contêineres, o embarcador tem menos perdas decorrentes da a movimentação e a perda “tende a ser zero, uma vez que, embarcado em um contêiner, o grão não será mais descarregado até chegar ao destino final, o que garante maior rastreabilidade do produto e menor índice de quebra”, de acordo com a assessoria de comunicação do Terminal.

O transporte por contêiner também oferece custos operacionais e logísticos mais atrativos, garante o diretor do TCP, que avalia que a média de economia chegue a 15% na comparação com o granel. “Esse valor pode ficar até 25% mais competitivo se o contêiner for levado até o porto por modal ferroviário”, enfatiza o diretor.

Hoje, o Terminal de Contêineres de Paranaguá exporta grãos de produtores do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que têm seus negócios, principalmente, com países de toda a Ásia e Europa. A carga chega ao terminal pela ferrovia, porém, em épocas de safra, precisa contar com um apoio logístico forte do transporte rodoviário, realizando a ova dos contêineres no próprio terminal antes do embarque.

FONTE: Guia Marítimo.

 

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