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Revisão de reservas provadas da Petrobrás aponta queda de 2,4 bilhões de barris

A Petrobrás lançou nesta sexta-feira (29) um relatório com o volume de suas reservas provadas de petróleo (óleo, condensado e gás natural), apuradas no final de 2015. Uma queda de 2,401 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) foi registrada pela estatal, em comparação com 2014, por conta da monetização de reservas e revisões, de acordo com a companhia, seguindo o critério NP/SPE (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis / Society of Petroleum Engineers).

O total calculado pela Petrobrás é de 13,279 bilhões boe – 372,450 bilhões de metros cúbicos de gás e 10,95 bilhões de barris de óleo condensado – frente a 16,612 bilhões de boe no ano anterior. As revisões foram as grandes responsáveis pela queda nos números, com redução de 2,39 bilhões de boa, enquanto a monetização foi de apenas 0,02 bilhão. A produção de 2015 fecha a conta, com 0.93 bilhão de boe produzidos.

Alguns fatores se destacaram neste último ano, como a incorporação de 16 milhões de boe em novas acumulações próximas à infraestrutura existente nos campos de Albacora Leste na Bacia de Campos, de Golfinho na Bacia do Espírito Santo e de El Mangrullo, na Bacia Neuquina, na Argentina. O comportamento de reservatórios com mecanismos de recuperação também foi satisfatório nas produções do pré-sal das bacia de Santos e Campos.

Dois critérios são utilizados para a medição das reservas provadas. Além do critério acima, também é há o critério SEC (US Securities and Exchange Commission). A principal diferença são os preços do petróleo considerados no cálculo da viabilidade econômica das reservas

Segundo ele, as perdas foram menores, de 1,692 bilhões de boe em suas reservas provadas devido a outros fatores que não a extração do petróleo e do gás natural, mas os destaques na aferição de reservas são os mesmos, como monetização de reservas e revisões.

Fonte: PetroNotícias.