Petrobras

Renato Duque é denunciado pela sexta vez dentro da operação Lava Jato

A lista de acusações contra o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobrás Renato Duque (foto) não para de crescer. Nesta segunda-feira (18) o executivo chegou a marca de seis denuncias por parte da Operação Lava Jato. Desta vez os crimes são de evasão de divisas e manutenção de valores não declarados em contas em Mônaco, entre 2009 e 2014.

duque

Condenado a 20 de anos de prisão dentro da mesma operação, Duque já está preso em Curitiba, desde março do ano passado. Além de cumprir regime fechado, o ex-diretor também terá de devolver R$ 80 milhões à Petrobrás se o pedido do Ministério Público Federal no Paraná for cumprido pela Justiça.

De acordo com documentos enviados por autoridades do principado, mesmo com a Operação Lava Jato em curso, Duque movimentou contas que mantinha na Suíça para repassar um total de aproximadamente US$ 3,8 milhões para contas monegascas.

“Tais transferências tinham inequívoco propósito de ocultar o dinheiro da apreensão do Estado brasileiro, tendo em conta que, na época, as autoridades suíças efetuaram bloqueio de valores em nome do também ex-diretor Paulo Roberto Costa”, afirma o procurador da República Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa Lava Jato.

Duque chegou a declarar que não possuía contas no exterior, mas as investigações o apontam como beneficiário de duas offshores que mantinham contas ocultas das autoridades brasileiras em Mônaco. Uma delas, de acordo com os investigadores, serviu para ocultar e dissimular a origem e propriedade de €10.274.194,02, referente a crimes praticados dentro da estatal entre 2009 e 2014.

Até o momento, Duque só foi condenado em um dos processos que é réu, pelos crimes de corrupção passiva em quatro episódios, lavagem de dinheiro por 27 vezes e associação criminosa.

Fonte: PetroNotícias.