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Recuperação Da Maersk Line No Segundo Trimestre

A Maersk Line espera uma leve recuperação do comércio exterior brasileiro no segundo trimestre de 2016. O relatório trimestral da empresa também aponta que as importações nos três primeiros meses do ano chegaram ao pior nível em sete anos e que o Brasil se tornou uma economia majoritariamente exportadora pela primeira vez desde 2011. De janeiro a março, a empresa registrou queda de 31% nas importações e crescimento de 16% nas exportações na comparação com o mesmo período de 2015.

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Para a Maersk, os volumes confirmam a vocação exportadora da economia brasileira e abrem o caminho para uma presença maior de produtos nacionais em mercados em forte crescimento na Ásia e no Oriente Médio. As exportações foram puxadas pelo comércio de produtos refrigerados, com crescimento de 15%, principalmente devido ao fortalecimento da comercialização de produtos para a Ásia, que comprou 23% mais produtos brasileiros no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2015.

Segundo o relatório, o fim do embargo chinês, o aumento do poder aquisitivo nos mercados asiáticos e a desvalorização do Real garantiram uma performance acima da média para a carne bovina brasileira, cujas exportações cresceram 19% para a Ásia e 26% para a totalidade das regiões pesquisadas (Ásia, Europa, Oriente Médio e África). A condição cambial favorável também refletiu nos números de embarques de outros tipos de carne, como frango, porco e peixes, que cresceram, respectivamente, 12%, 67% e 20% para a totalidade do mercado.

No entanto, a empresa avalia que o crescimento das exportações está sendo limitado pela falta de espaço nos navios dos armadores. O diretor superintendente da Maersk Line no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, Antonio Dominguez, explica que a baixa performance das importações do país afetou a disponibilidade de espaço nos navios, impactando a capacidade dos exportadores.

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Os efeitos dessa mudança de perfil do comércio exterior brasileiro puderam ser sentidos principalmente nas rotas para a Ásia, cujas tarifas de frete encontravam-se nos menores patamares em anos. “O preço do frete das exportações melhorou, mas continua baixo e ainda não cobre o custo de se trazer mais navios para o Brasil – pelo menos enquanto as importações continuarem em declínio”, diz Dominguez.

As importações brasileiras iniciam leve melhoria, de acordo com o relatório. A Maersk atribui a perspectiva de alta para as importações ao otimismo moderado entre empresários e à reposição de estoques por alguns setores da economia como o automotivo. “O mercado está se perguntando se a economia brasileira chegou, finalmente, ao fundo do poço, já que, para o segundo trimestre, estamos prevendo uma melhoria sobre os fracos resultados dos últimos trimestres nas importações”, afirma.

O executivo acredita que o momento é uma oportunidade para assinatura de novos acordos bilaterais e revogação de leis restritivas ao comércio, a fim de aumentar a competitividade do Brasil, a exemplo do que vem ocorrendo na Argentina. A Maersk também reforça a necessidade de que investimentos em infraestrutura finalmente saiam do papel.

Dominguez cita as realidades diferentes entre os principais portos brasileiros. “Santos, Paranaguá e Sepetiba, por exemplo, podem trazer navios maiores. Mas no restante do país precisa-se de muito investimento. Não dá para trazer navios de grande calado para os portos brasileiros. Tem que dragar todos os portos, se o Brasil quiser crescer e ter mais espaço para exportações”, comenta.

FONTE: Portos e Navios.

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