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Novas Alternativas Logísticas

Há pouco tempo realizado somente por meio do Cais de Paul, em Vitória (ES), o transporte de ferro-gusa agora pode ser feito em containers. Criada pela MRS com olhos para a necessidade dos próprios clientes, por questões operacionais, a solução traz benefícios para os produtores, que agora podem escoar suas cargas também pelo Porto de Santos através da nova rota Belo Horizonte–Santos.

De acordo com o Gerente Geral de Negócios para Carga Geral da MRS, Guilherme Alvisi, os benefícios são os mesmos oferecidos para o transporte regular de produtos em containers e em grande escala. “Um sistema de grades fixas, com saídas e chegadas em horários pré-determinados, que garante aos produtores de ferro-gusa enorme previsibilidade, além de acesso direto aos terminais do porto de Santos. Além disso, há o aspecto da segurança operacional e o da sustentabilidade – com as conhecidas vantagens ambientais do modal ferroviário”. Ele destaca também a questão do custo do frete, que, dependendo da rota, tem um custo que fica entre 15% e 30% mais barato quando comparado a outros modais.

O serviço, que teve seus testes iniciados em julho deste ano, já teve transportados mais de 280 Teus. Alvisi explica que o acompanhamento do mercado, de forma geral, foi fundamental para que a solução fosse cogitada e, posteriormente, estudada. As possibilidades de ganho, segundo ele, incluem a disponibilidade de espaço oferecida pelos navios que saem do Porto de Santos e o frete marítimo, mais competitivo.

“Avaliando as movimentações do mercado, percebemos que poderíamos transportar ferro-gusa também por Santos, uma carga que estava rodando em caminhões e não estava sendo exportada através dos portos do Rio de janeiro, onde a operação já acontecia – e será, inclusive, mantida. Nosso objetivo é oferecer cada vez mais soluções, e, neste caso, manter a carga em circulação constante na ferrovia, independentemente da opção escolhida pelos clientes”, destaca.

Capacidade instalada

Assim que foi criada a rota, a solução foi oferecida aos atuais clientes da MRS. De acordo com ele, os trens são carregados sempre no TCS (Terminal de Cargas de Sarzedo), em Minas Gerais, e seguem para os terminais de Santos. “Geralmente o ciclo completo dura cerca de dez dias e os lotes variam entre 20 e 40 Teus”, comenta.

Entre os principais desafios desse transporte, Alvisi destaca a longa distância, quase 900 km, “além dos mesmos cuidados exigidos em termos de segurança no transporte de qualquer carga que segue pelas composições da MRS via containers”.

Ele comenta ainda que os maiores usuários do serviço estão em Minas Gerais, já que os grandes “guseiros” são da região de Belo Horizonte. “Apenas um deles, um operador, é de Jundiaí, mas com filial em Santos”.

Sem grandes investimentos financeiros, Alvisi diz que, basicamente, a companhia aproveitou os ativos que já tinham disponíveis. “E fizemos alguns ajustes na malha e na grade”.

A oferta da MRS, segundo o executivo, é o aumento da capacidade de atendimento e novas alternativas logísticas, com uma nova rota para esse tipo de produto. Porém, ele pondera: “em termos de volumes, é muito cedo para fazer qualquer previsão”.

Fonte: Guia Marítimo.