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Lava-Jato Faz Novas Denúncias Contra Marcelo Odebrecht

15.04.2009 EDITORIA: Brasil PERSONAGEM: Marcelo Bahia Odebrecht, presidente do grupo Odebrecht. PAUTA: World Economic Forum on America Latina. REPORTER: Ana paula Grabois FOTO: Silvia Costanti / Valor LOCAL: Rio de Janeiro, RJ.
15.04.2009
EDITORIA: Brasil
PERSONAGEM: Marcelo Bahia Odebrecht, presidente do grupo Odebrecht.
PAUTA: World Economic Forum on America Latina.
REPORTER: Ana paula Grabois
FOTO: Silvia Costanti / Valor
LOCAL: Rio de Janeiro, RJ.

Diante da chegada de um novo governo em Brasília e o risco à continuidade das investigações, a Operação Lava-Jato emite um sinal de vida. O Ministério Público Federal (MPF) fez duas novas denúncias contra 18 investigados por crimes de corrupção na Petrobrás, entre os quais estão o empreiteiro Marcelo Odebrecht (foto) e o marqueteiro João Santana. As acusações, apresentadas por procuradores nesta quinta-feira (28), em Curitiba, são relativas a contratos fraudulentos firmados pela estatal com o estaleiro Keppel Fels e às evidências de que a Odebrecht contava com um departamento próprio para o pagamento de propinas.

As denúncias surgem como desdobramento das 23ª e 26ª fases da operação, que investigaram um sistema de propinas firmado junto à empreiteira para abastecer campanhas políticas. A primeira acusação criminal anunciada hoje, referente a desvios em acordos da Petrobrás, envolve os nomes de Zwi Snornicki, Pedro Barusco, Renato Duque, João Santana, Mônica Moura, João Vaccari, José Carlos de Medeiros Ferraz e Eduardo Costa Vaz Musa.

O esquema estruturado de propinas da Odebrecht, por sua vez, foi alvo da segunda denúncia do MPF. Envolvidos na operação de repasses milionários, foram denunciados o ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, João Santana, Monica Moura, Hilberto Mascarenhas, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Fernando Migliaccio da Silva, Maria Lucia Guimarães Tavares, Angela Palmeira Ferreira, Isaias Ubiraci Chaves Santos, João Vaccari, Olívio Rodrigues Junior e Marcelo Rodrigues.

De acordo com as informações apresentadas pela Polícia Federal (PF), o marqueteiro João Santana teria recebido US$ 3 milhões de empresas offshore ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, além de outros US$ 4,5 milhões repassados pelo engenheiro Zwi Skornicki entre 2013 e 2014. Apontado como um dos operadores de propina da estatal, Skornicki teria fraudado contratos da petroleira com o estaleiro Keppel Fels.

Os personagens já são conhecidos, mas as denúncias apresentadas hoje poderão resultar em novas condenações ao longo das próximas semanas. Até hoje, a Lava-Jato já resultou no julgamento definitivo de 368 casos investigados e em um ressacirmento total de R$ 3 bilhões, de acordo com o procurador Deltan Dallagnol. Até a realização da operação, o maior valor já obtido pela Justiça em casos semelhantes chegou apenas a R$ 100 milhões.

Em meio ao temor de uma supressão das investigações no eventual governo de Michel Temer, citado em delações junto a diversos de seus aliados, o procurador defendeu a continuidade e a liberdade da operação. “Na nossa perspectiva, mudança de governo não é caminho nenhum contra a gente”, declarou Dallagnol.

Fonte: PetroNotícias.

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