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A Hora Da Cabotagem Está Chegando

Pelo quarto ano consecutivo, o Guia Marítimo promove o evento A Hora da Cabotagem, um workshop com duração de um dia inteiro que acontece nesta quinta-feira (15), no Hotel Meliá Business, em São Paulo. Tradicionalmente, o evento reúne um público bastante especializado, desde os prestadores de serviço da navegação doméstica, terminais, armadores, agentes de carga, e principalmente o cliente final, que são as indústrias que realizam seus embarques. São cerca de 300 participantes a cada ano, que se dedicam em conjunto para a discussão e debate das questões que envolvem a cabotagem.

O propósito do evento sempre foi desenvolver a cabotagem como uma opção de transportes que promove melhores custos, mais segurança, sustentabilidade e menos imprevistos à cadeia logística. Porém, desta vez, o evento não vem apenas apresentar o modal de navegação como uma das opções de transporte, mas sim responder à pergunta prática: “O que a cabotagem pode fazer pelo seu negócio”. Neste ano, as empresas contarão suas experiências e traduzirão em números os benefícios que tiveram ao migrar sua logística para a cabotagem.

A cabotagem é mais que um serviço doméstico de navegação de cargas. Trata-se de uma mudança de paradigma que exige planejamento e reorganização para surtir os efeitos propícios para competitividade das empresas. E, assim como outras mudanças de paradigmas, a atividade beneficia diretamente as empresas queque começam cedo.

Os operadores de cabotagem vêm aperfeiçoando o serviço prestado, implantando mais regularidade por meio de maior oferta de navios, menos burocracia e mais facilidade no atendimento porta-a-porta. Os terminais, por sua vez, têm oferecido cada vez mais soluções e serviços que agregam valor à produção. Com isso, é possível utilizar os serviços para reduzir o custo final de produtos por meio da logística.

A cabotagem atual tem praticamente zero de imprevistos desagradáveis e custosos na segurança das cargas, assim como sinistros totais. No transporte rodoviário, a falta de segurança tem causado cada vez mais perdas imprevisíveis: em 2015, houve 42% de crescimento nos registros de criminalidade envolvendo cargas nas rodovias, segundo dados do último levantamento feito pela NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística), com base em informações das secretarias de Segurança dos estados, empresas do mercado segurador. É bastante claro, no entanto, que o transporte rodoviário jamais será eliminado, uma vez que é imprescindível para alcançar as pontas da cadeia. Entretanto, o planejamento e a avaliação de riscos e custos tem mostrado que, nos percursos longos, a intermodalidade só vem a contribuir.  Além de lidar com contratos de longo prazo, a infraestrutura da navegação é menos dependente de interrupções do que as vias terrestres.

No quesito de sustentabilidade, a cabotagem também mostra suas vantagens: ao passo que reduz a emissão de carbono, contribui para as metas ambientais das empresas: 6 mil Km de cabotagem emite 1,14 toneladas de CO2, enquanto o mesmo trecho percorrido nas rodovias chega a 12,71 toneladas de CO2.

Além disso, a nova distribuição da cadeia de suprimentos também está mais compatível com o pensamento multimodal: com o aumento do comércio eletrônico, são criados novos centros de distribuição próximos aos mercados consumidores, favorecendo o uso econômico da cabotagem.

O Brasil vem lutando para se recuperar dos impactos causados pelas crises econômica e política – com grande reflexo da estrutura tributária e de relações internacionais. Com frentes diversas trabalhando pela retomada do crescimento, as empresas brasileiras devem estar preparadas para avaliar todas as opções que contribuam para a melhoria da eficiência de seus processos logísticos, e as posicionem melhor no comércio exterior e doméstico. “É justamente com este propósito que o Guia Marítimo promove o evento: para mostrar aos embarcadores de cargas o que a cabotagem tem feito, concretamente, pelas empresas que aderiram ao transporte multimodal”, afirma Martin von Simson, diretor do Guia Marítimo.

Fonte: Guia Marítimo.