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Consórcio De Libra A Todo Vapor

FPSO Pioneiro de Libra.

O consórcio de Libra assina até o fim deste ano o contrato de afretamento do FPSO Piloto com a Modec e já discute a instalação de uma quarta unidade definitiva na área Noroeste do projeto, revelou o gerente executivo de Libra na Petrobras, Fernando Borges. O executivo adiantou também que o primeiro carregamento de óleo do teste de longa duração (TLD) do projeto será feito em janeiro, envolvendo uma carga de 600 mil barris de óleo.

O consórcio ainda não bateu o martelo sobre a capacidade de produção do quarto FPSO em estudo, mas a tendência é de que a unidade tenha o mesmo porte do piloto de 180 mil barris/dia. As unidades definitivas da área Noroeste entrarão em operação com intervalos de um ano entre si e já no primeiro trimestre de 2018 está prevista o lançamento da licitação para a segunda unidade definitiva.

A assinatura do contrato para o afretamento da primeira unidade definitiva de Libra depende apenas da aprovação dos boards dos sócios, prevista para ocorrer na primeira quinzena de dezembro. Borges assegurou que o waiver concedido em outubro pela ANP para unidade da fase I já garante a economicidade do projeto, não havendo necessidade de aguardar o posicionamento da agência em relação à regulamentação definitiva das exigências de conteúdo nacional para os contratos firmados a partir de 2005.

“Quanto ao custo da unidade, o primeiro bid que a gente fez ficou 58% mais caro que o resultado que a gente obteve no segundo bid. O resultado do segundo bid leva a gente ter um projeto dentro dos objetivos do nosso Libra 35, ou seja, perseguir um break-even de US$ 35/barril no projeto”, confirmou o executivo da Petrobras.

Explotado pelo FPSO Pioneiro de Libra, o TLD entrou em operação no dia 27 de novembro e na quinta-feira (30/11) o consórcio apresentou à ANP pedido de declaração de comercialidade da área Noroeste do ativo, que será batizada de Mero. No momento, o sistema produz com vazão controlada um volume de 17,5 mil b/d de óleo, através do poço 3-RJS-739A. No prazo de 40 a 50 dias, será interligado um poço injetor, o 3-RJS-742, que permitirá elevar a produção para cerca de 40 mil b/d.

As projeções são de que o primeiro teste fique em operação por cerca de um ano. Concluído o sistema de estreia, o consórcio dará início a um segundo TLD na área substituindo em um primeiro momento o poço de gás e depois o poço de óleo. Um terceiro teste é projetado para a parte Norte de Mero.

A área da declaração de comercialidade tem 320 km2, ante a área total do bloco que soma 1,5 mil km2, e possui um volume recuperável total estimado de 3,3 bilhões de barris de óleo. Como ainda não é economicamente viável exportar o gás de Libra, o consórcio não incluiu os volumes de gás nas suas projeções.

O consórcio já perfurou um total de 11 poços em Libra, sendo oito na parte noroeste e três em outras áreas, mais ao centro e nordeste. Na área externa a parte noroeste, os trabalhos feitos até o momento apontaram para um resultado um pouco diferentes, com maior concentração de CO2.

“Tem muita informação para ser estudada para a gente entender melhor o modelo geológico e onde pode estar o óleo nesse restante da área que nós vamos continuar com o trabalho exploratório”, avalia Borges.

Com a declaração de comercialidade, o consórcio de Libra passa a ter o direito de usar 50% da produção para recuperar custos passados e governo já começa a ter receita com o óleo lucro.

Fonte: Brasil Energia.

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