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Brasil intensifica exportação para a China, porém refreia a importação

As exportações para a China em fevereiro quase dobraram em relação ao mesmo período no ano passado, enquanto as importações ficaram 34,6% abaixo dos valores negociados em 2015.

Por Cleci Leão

No mês de fevereiro de 2016, o Brasil exportou para a China 94,9% a mais do que no mesmo mês do ano anterior, quando as vendas para o país asiático atingiram US$ 513,5 milhões. Na época, o dólar oscilava pouco abaixo dos R$ 3, o que significa cerca de 25% a menos do que a cotação média do último mês.

Em volumes, os chineses compraram 2,3 bilhões de toneladas, ou seja: 130% a mais do que as compras realizadas em fevereiro de 2015. O produto que liderou o envio de cargas à China foi a soja em grão, cujos embarques somaram US$ 555,3 milhões, um crescimento de praticamente 200% sobre o valor vendido no ano anterior, que sobe para 223% quando comparado aos volumes de venda de 2015 e 2016: 492,7 mil contra 1,59 milhão de toneladas respectivamente.

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O segundo produto mais negociado foi a celulose, cujas vendas saltaram de US$ 136,7 milhões para US$ 166,4 milhões, representando um aumento de volume da ordem de 25% na comparação dos dois períodos. Em terceiro lugar vêm os açúcares, de cana ou de beterraba, com exportações que atingiram em US$ 61,7 milhões (sobre os US$ 38 milhões vendidos no ano anterior), e quase o dobro de crescimento em volumes: de 121,3 para 221,6 mil toneladas. A seguir, vêm os couros e peles de bovinos, com vendas externas de 53,4 milhões (17,1 mil toneladas) no mês passado.

Couros e peles de bovinos ocupam a quarta posição, seguidos de carne de frango, depois carne bovina – sendo que esta voltou a ser comprada pela China desde o final do ano passado. Em dezembro de 2012, o governo chinês havia embargado a carne bovina brasileira por causa de notificação do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no Paraná, um quadro que foi revertido pela viagem da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, à China, em novembro de 2015.

Já as importações registraram queda de 34,6%, com volumes trazidos da China em 2016 atingindo 516,1 mil toneladas contra os 829,6 mil toneladas comprados em fevereiro de 2015, mesmo com um dia a menos no mês. O cobre, o salmão, minérios de cobre e mostos de uvas encabeçaram a lista das importações da China para o Brasil.

Fonte:Guia Marítimo.