Segundo o Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, divulgado na semana passada, a participação do chamado “Arco Norte” no escoamento de soja e milho para os mercados consumidores internacionais  dobrou em oito anos, saindo de 14% do total exportado, em 2010, para 28%, em 2018. No ano passado, o número correspondeu a 29,6 milhões de toneladas, das 104,9 milhões de toneladas exportadas das duas mercadorias.

O aumento da participação da Saída Norte se intensificou a partir de 2014. Naquele ano, atingiu 17%, saltou para 21%, em 2015, e chegou a 27%, em 2017. Já pelos portos da chamada “Saída Sul” (Santos, Paranaguá e outros), foram escoados para exportação, no ano passado, 75,3 milhões de toneladas.

Ainda segundo o Estatístico Aquaviário, os estados localizados dentro do Arco Norte (todos os estados do Norte e do Nordeste, além do Mato Grosso e parte de Goiás e Minas Gerais) responderam por 52% da produção brasileira de soja e milho (103,7 milhões de toneladas). Por sua vez, os estados que compõem a Saída Sul (estados das regiões Sul e Sudeste, além do Mato Grosso do Sul e parte de Goiás) produziram 95,5 milhões de toneladas das duas oleaginosas.

As principais instalações portuárias que escoaram soja e milho para exportação no Arco Norte, em 2018, foram os portos públicos do Itaqui (MA), com 9,7 milhões de toneladas, e Santarém, no Pará, com 4,6 milhões de toneladas, e os TUPs Cotegip (BA), com 3,8 milhões de toneladas, Porto da Montanha (PA) e Terfron (PA), com 3,2 e 2,8 milhões de toneladas, respectivamente.

Na Saída Sul, os destaques no escoamento das exportações das duas mercadorias, no ano passado, foram os portos de Santos (27,9 milhões de toneladas), Paranaguá (PR), com 16,4 milhões de toneladas, Rio Grande (RS), com 6,6 milhões de toneladas, e São Francisco do Sul, em Santa Catarina (5,9 milhões de toneladas) e o TUP de Tubarão (ES), com 5,2 milhões de toneladas.