A diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu suspender os contratos dos blocos exploratórios PEPB-M-783 e PEPB-M-839, operados pela Petrobras na Bacia de Pernambuco-Paraíba, até o Ibama se manifestar sobre a viabilidade da exploração de petróleo e gás na região. Com isso, prorrogou por 180 dias o compromisso do segundo período exploratório das áreas a partir da emissão da licença ambiental.

Os dois blocos são operados pela Petrobras, que tem a Petrogal (Galp + Sinopec) como sócia. As áreas foram arrematadas na 9a rodada da ANP, realizada em novembro de 2007, ou seja, há pouco mais de 11 anos. O consórcio nunca conseguiu licença ambiental para perfurar na área.

Em setembro de 2018, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) devolveu à ANP a concessão dos blocos exploratórios PEPB-M-894 e PEPB-M-896, arrematados pela empresa na 11a rodada da agência, realizada em 2013. No programa exploratório mínimo (PEM), comprometido com a ANP, havia a previsão de sísmica 3D para ambos os blocos. A aquisição e o processamento da sísmica 3D eram esperados para 2017.

Além dos projetos da Petrobras e a Petrogal, a Niko possui a concessão de duas áreas exploratórias na Bacia de Pernambuco-Paraíba. Os blocos PEPB-M-621 e PEPB-M-729 foram arrematados em parceria com Petra Energia na 11a rodada da ANP.

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Felipe Maciel é editor-chefe da agência epbr. Jornalista com mais de 10 anos de experiência no setor de petróleo e gás natural e colecionador de mapas.