Plataforma FPSO P-67 na Baía de Guanabara.

O FPSO P-67, que entrou em operação na semana passada, estava previsto para iniciar suas atividades ainda no ano passado. Mas, no mercado naval, o comentário é que o atraso no começo da produção do navio-plataforma, construído na China, é resultado de reparos que precisaram ser feitos na unidade. A previsão inicial era que a embarcação estaria em operação até dezembro. Com um mês de atraso no início das atividades, o prejuízo calculado é de US$ 232,5 milhões, conforme publicou a coluna do jornalista Lauro Jardim, em “O Globo”, levando em consideração que o navio produz 150 mil barris por dia.

A nota diz ainda que a Petrobrás não confirmou ou negou os possíveis defeitos na plataforma. A estatal apenas declarou que após desembaraço aduaneiro, inspeções e serviços executados, a P-67 foi transportada para a locação, no campo de Lula.

A P-67  ficará ligada a nove poços produtores, além de estar interligada a seis poços injetores. Além dos 150 mil barris de óleo produzidos por dia, o FPSO tem capacidade de comprimir até 6 milhões de m³ por dia de gás natural. Pela expectativa da Petrobrás, ainda neste ano, o campo de Lula alcançará a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos diariamente, menos de uma década desde o início de sua produção comercial (outubro de 2010).