A Marinha do Brasil conta, agora, com um reforço na região para intensificar a fiscalização e patrulhamento das águas marítimas brasileiras. Ontem, foi oficialmente implantado o Comando do Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste, instalado no cais da Marinha, entre os armazéns 27 e 29 do Porto de Santos.

Para o trabalho, que inclui patrulhamento e fiscalização das regras marítimas, o novo órgão já conta com duas embarcações do tipo aviso-patrulha, o Barracuda e o Espadarte, que têm pequeno porte e foram modernizados para atuarem no que a Marinha do Brasil classifica como águas interiores e mar territorial, a 12 milhas náuticas (o equivalente a 24 quilômetros da costa).

Em outubro, o grupamento deve receber um navio maior, o navio-patrulha Guajará, da classe Grajaú, que tem autonomia para permanecer 10 dias em alto-mar e que vai permitir ações de patrulhamento a cerca de 200 milhas náuticas (o equivalente a 370 quilômetros), alcançando as plataformas de petróleo.

Combate ao ilícito“Apesar da atividade principal da Marinha não ser segurança pública, nós vamos fazer essa atividade em conjunto com os órgãos da esfera federal, estadual e municipal. Vamos contribuir nesta área com apoio logístico, de comunicações, de inteligência, de instrução e de adestramento”, afirma o capitão de fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, nomeado ontem para ser o 1º comandante do grupamento.

Ainda sem data definida para a entrega, a patrulha naval da região vai receber uma lancha blindada, com valor estimado em R$ 1,5 milhão. “Uma primeira foi entregue em Foz do Iguaçu e esse navio faz a diferença em uma operação conjunta de segurança. A Receita Federal já tem a dela”, explica o comandante.

Efetivo

O patrulhamento conta com o efetivo de seis oficiais e 42 praças. Com a chegada do navio-patrulha, o efetivo deve chegar a 80 militares na região.

Entre eles, o grupamento terá oito mergulhadores que vão ajudar no salvamento, com buscas subaquáticas. Parte dos homens ficarão alojados na Base Aérea de Santos, em Guarujá, em apartamentos funcionais que foram reformados para receber as equipes.

Antes da criação do comando, o trabalho de patrulhamento e fiscalização era feito pela CPSP. Há cerca de três anos, um núcleo de patrulhamento foi formado para começar estruturar e normatizar as operações do novo órgão da Marinha, mas não foi implantado antes por conta de restrições orçamentárias.

“Começamos com atividades administrativas e fomos, gradativamente, incluindo atividades operacionais, como fizemos na greve dos caminhoneiros”, lembra Marden.