Registrando 11,68 metros em Porto Velho o rio ainda permite a travessia tranquila das embarcações

Jaylson Vasconcelos

O nível do rio Madeira já começa o seu período de vazante, marcando em Porto Velho 11,68 metros, que é considerado pela Delegacia Fluvial um nível normal para as embarcações realizarem tranquilamente as travessias.

Com o início deste período que tem o seu ápice no mês de agosto, registrando em anos anteriores baixas categóricas, o problema afeta principalmente os condutores que precisam realizar o escoamento de alimentos e o transporte de passageiros que saem do Porto Cai N’Água com destino à Manaus.

Em agosto do ano passado, o rio Madeira na região do Abunã apresentava baixa de menos de 9,61 metros, enquanto o normal seria apresentar o nível de 15 metros. O fato prejudicou caminhoneiros e motoristas que precisavam se deslocar pela BR-364 de Porto Velho para o estado do Acre, precisando esperar cerca de 22 horas para poder fazer a travessia na balsa, que enfrentava dificuldades de navegar devido ao baixo nível. Agora o Rio na Região de Abunã registra os 16,60 metros.

Para o Capitão de Corveta Comandante da Delegacia Fluvial de Porto Velho, Alexandre Nascimento, o rio apresenta o nível esperado para o período, e permanece sem manifestar problemas na navegação.

“O rio começou o seu período de vazente, neste momento registrando os 11,68, as navegações não estão sendo afetadas, não existem problemas no percurso, os condutores já estão acostumandos com a baixa do rio nesta época, só pedimos que os condutores e tripulantes tenham atenção ao navegar pelo madeira”.

Ainda segundo capitão o rio só começa a apresentar perigos aos condutores a partir do mês de junho, quando o nível fica abaixo dos 4 metros.

“O período mais preocupante acontece em outubro, quando o nível fica abaixo dos 4 metros, quando chega neste período a Delegacia Fluvial restringe a navegação noturna dos barcos, já durante o dia novas rotas são feitas, pois os galhos, pedras e entulhos que aparecem com a baixa do rio podem ocasionar acidentes e comprometer a segurança dos tripulantes e passageiros”, finaliza o capitão.