A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do Porto do Itaqui, participou, em Brasília, do VII Seminário Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional de Transporte da Cargas (ANTF) na última semana. O presidente Ted Lago ministrou palestra sobre o Porto do Itaqui, destacando sua eficiência multimodal como fator de competitividade.

No Porto do Itaqui 91% das cargas exportadas chegam por trem, o que representa redução de custos e contribui para a sustentabilidade ambiental e mobilidade, retirando das estradas um volume expressivo de caminhões. Por essa conexão ferroviária o Itaqui exportou R$ 8 milhões de toneladas de grãos em 2017 e importou combustíveis.

Do total de grãos exportados, 73% chegaram até o porto por trem. Também a distribuição de combustíveis para outros estados, como Piauí e Tocantins, e o escoamento da produção e celulose em Imperatriz, ocorreu por meio das ferrovias.

“Os portos são a porta de saída da produção nacional e as ferrovias possibilitam que as cargas cheguem de forma segura, econômica e sustentável até nós. O Brasil precisa retomar investimentos públicos e privados nesse importante modal”, afirmou Ted Lago.

Segundo a diretoria da ANTF todas as grandes economias mundiais têm as ferrovias como motor de crescimento. Com o Brasil não pode ser diferente. O setor ferroviário está pronto para contribuir com o poder público e recolocar o Brasil nos trilhos. E conta com o apoio de toda a indústria para a construção dessa mudança.

Corredor preferencial

Conectado à região centro norte do Brasil por importantes ferrovias como a Norte-sul, Estrada de Ferro Carajás e Transnordestina, o Itaqui é o corredor de exportação preferencial do Brasil Central. São mais de R$ 20 milhões de hectares de hinterlândia, termo técnico que define a área de influência de um porto. Além das conexões ferroviárias, o Itaqui conta com 55 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais a partir da BR 135.

As ferrovias de carga tem papel importante na dinamização da economia nacional. A partir de 1996 as empresas filiadas à ANTF vêm ampliando investimentos e garantindo o aumento da frota. Entre 1997 e 2016 houve incremento de 178% no número de locomotivas e 148% na quantidade de vagões. Esses e outros investimentos possibilitaram ganhos de produtividade.

Nas duas últimas décadas, as ferrovias ampliaram em 148% a produção, passando de R$ 137 bilhões para 340 bilhões de toneladas por quilômetro útil. É por intermédio dos trilhos que grandes volumes de commodities chegam aos portos, o que permite a elevação contínua das exportações brasileiras e o Itaqui vem se destacando nesse cenário.