O Porto de Santos exportou 6,4 milhões de sacas de 60 quilos de café no primeiro trimestre do ano, o que corresponde a 83,8% dos embarques nacionais. O volume escoado é 8% menor do que o volume embarcado no mesmo período do ano passado, quando 7 milhões de toneladas foram exportadas pelo cais santista.

Os dados fazem parte do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado nesta semana. O levantamento ainda mostra que, no mês passado, o Brasil exportou um total de 2,5 milhões de sacas de café. O volume embarcado caiu 11% em relação ao mesmo mês de 2017, embora tenha apresentado crescimento de 1% se comparado a fevereiro deste ano.

Em março, o preço médio da sacado café foi de US$ 157, uma redução de 10,6% na comparação com o mesmo mês no ano passado, quando a média foi de US$ 175,62.

Já no trimestre, o Brasil registrou um total de 7,7 milhões de sacas exportadas, uma queda de 4,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita cambial também teve um declínio, alcançando US$ 1.2 bilhão.

Além do Porto de Santos, que responde por mais de 83% dos embarques nacionais de café, outros 16 complexos portuários exportam a commodity. Os portos do Rio de Janeiro são responsáveis pelos embarques de 11% do produto, 851.514 sacas,

O Porto de Paranaguá (PR) aparece em terceiro lugar no ranking dos exportadores de café, com os embarques de 181.291 sacas. Os complexos portuários de Vitória (ES) e Salvador (BA) vêm logo em seguida, com 1,1% e 0,7% dos carregamentos, 83.451 e 50.870 sacas, respectivamente.

Entre janeiro e março, 21.457 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) foram utilizados para transportar a commodity rumo ao mercado internacional. No mesmo período do ano passado, foram 22.753 TEU, uma queda de 5,6%, o que reflete a redução dos embarques brasileiros do produto.

“É importante mencionar que o café mantém uma performance positiva mesmo em cenários adversos, como os anos de 2008, 2010 e 2014. Isso acontece, principalmente, porque o café é mais do que uma bebida; trata-se de um produto com sabor sem igual, que promove momentos de socialização entre os consumidores. A tendência de crescimento do consumo mundial na média de 2% ao ano se mantém e a boa reputação do café brasileiro garante que esteja sempre com uma demanda atraente”, destacou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Entre as variedades embarcadas no mês, o café arábica representou 84,5% do volume total de exportações, com 2,1 milhões de sacas, seguido pelo solúvel, com 13% (327.424 sacas), e robusta, com 2,5% (62.807 sacas). A exportação de café robusta teve um crescimento de 204,5% em relação a março de 2017 e alta de 133% em relação a fevereiro deste ano.

Destinos

No primeiro trimestre de 2018, Alemanha e EUA ocuparam o primeiro e segundo lugar no ranking dos principais países consumidores do café brasileiro, com a compra de 1,4 milhão de sacas, 18,1% do total, e 1,3 milhão de sacas, 16,9%, respectivamente.

O terceiro país que mais importou café brasileiro foi a Itália, que adquiriu 823.791 sacas, 10,6% do total.