A Spectrum está se preparando para intensificar sua atuação no mercado de sísmica 3D no país. A decisão foi, entre outros fatores, motivada pelo estabelecimento de um calendário de leilões pela ANP, conta o country manager da empresa, João Correa.

“Fechamos o mosaico de 2D na costa do país, e agora temos a opção de fazer o reprocessamento, partir para o 3D e, quem sabe, entrar no mercado de nodes [4D]”, antecipa Correa.

Depois da campanha em parceria com a CGG na Foz do Amazonas, em 2014, a empresa deve voltar a adquirir dados 3D em breve, agora nas bacias Potiguar e de Santos. Os processos de licenciamento estão em andamento.

Os trabalhos no Rio Grande do Norte serão focados nos blocos arrematados na 15ª Rodada pela Petrobras, Shell e Wintershall. A pesquisa complementará a campanha 2D feita na região em 2017.

Já em Santos, a ideia é prosseguir com a avaliação geológica de áreas que poderão ser ofertadas na 16ª Rodada, dando sequência ao levantamento 2D recentemente concluído na bacia.

As atividades em Santos foram conduzidas pelo navio BGP Challenger, que, após passar por uma revisão no Estaleiro Mauá (RJ), iniciou uma pesquisa 2D no offshore da Bacia de Pernambuco-Paraíba.

Pelotas

A Spectrum é proprietária da maior biblioteca de dados 2D do planeta, incluindo as informações compradas da CGG e da holandesa Fugro. “Hoje, temos quase tudo desde a Terra do Fogo à Guiana”, ressalta Ferraz.

O executivo acredita que o regime de oferta permanente de áreas poderá ajudar a destravar as atividades exploratórias em regiões menos conhecidas, como a Bacia de Pelotas.

Em agosto de 2016, a francesa Total perfurou na porção uruguaia da bacia sem, no entanto, obter sucesso. No mês seguinte, nenhum dos seis blocos da região oferecidos na 14ª Rodada da ANP recebeu propostas.

O country-manager afirma, porém, que a melhor posição da bacia está do lado brasileiro. “Nossos estudos apontam estruturas muito interessantes na área”, assinala.

Fonte: Revista Brasil Energia