Os embarques para a Europa e Estados Unidos impulsionaram o crescimento de 23% das exportações de suco de laranja brasileiro nos oito primeiros meses da safra 2017/2018 na comparação com o mesmo período do ciclo anterior.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) foram divulgados ontem pela Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBr). O volume embarcado de suco de laranja concentrado (equivalente a 66º brix) atingiu 745,2 mil toneladas no período entre julho de 2017 e fevereiro de 2018. A receita aumentou 24% na mesma base de comparação, para US$ 1,3 bilhão.

A União Europeia respondeu por 70% dos embarques do produto e registrou crescimento de 19% em volumes. Os países do bloco econômico importaram 450,9 mil toneladas de suco de laranja e a receita foi de US$ 815,4 milhões, incremento de 19%.

As exportações para os Estados Unidos somaram 190,3 mil toneladas nos primeiros oito meses da safra, 42% a mais do que no mesmo período do ciclo passado. As vendas atingiram US$ 337,3 milhões, incremento de 38% na mesma base de comparação.

A demanda norte-americana pelo produto cresceu em um cenário de queda de produção na Flórida, por causa da doença greening. Os pomares de laranja do estado também foram prejudicados pela passagem do furação Irma, em setembro do ano passado.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Florida deve produzir 45 milhões de caixas de 40,8 quilos, 35% a menos que na safra passada.

O Brasil, por outro lado, deve produzir 397,27 milhões de caixas de 40,8 kg cada, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), incremento de 62% em relação à safra passada.

Ainda segundo a CitrusBr, as exportações de suco de laranja para o Japão voltaram a crescer após apresentarem queda no acumulado até janeiro. Foram embarcadas 33,1 mil toneladas, alta de 65% ante o mesmo período da safra anterior, com receita de US$ 63,3 milhões, alta de 92%. Os embarques para a China avançaram em 13% e alcançaram 24 mil toneladas; a receita alcançou US$ 47,7 milhões, crescimento de 23%.

Para outros destinos, houve recuo de 14% do volume no período, para 35,5 mil toneladas, e queda de 4%, em valores, para US$ 69,9 milhões.