Geraldo Alckmin, governador de São Paulo recebeu na última sexta-feira, 9 de março, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o presidente da Statoil no Brasil, Anders Opedal (foto), para conhecer o plano de investimentos da empresa no país nos próximos anos.

Um dos principais focos da Statoil é o projeto de Carcará, uma das maiores descobertas do pré-sal da bacia de Santos, que tem volume estimado de 2 bilhões de barris de óleo recuperáveis (parte sul e norte).

"A participação de empresas privadas na exploração e produção do pré-sal ajudará o Brasil na promoção do desenvolvimento econômico e tecnológico, ampliando a geração de riqueza por meio dos royalties e a criação de novos empregos", disse Alckmin.

O ativo, que é operado pela companhia, está em fase de prospecção e avaliação e terá sua produção iniciada entre 2023 e 2024. Carcará possui óleo leve de excelente qualidade e volumes expressivos de gás associado, que poderão ser escoados pelo Estado.

"Carcará é um dos principais projetos da Statoil em todo o mundo, com capacidade extraordinária de geração de valor local por meio de empregos, receitas para o Estado e movimentação da indústria de fornecedores local", explica Anders Opedal.

Desde a descoberta do pré-sal, São Paulo vem aumentando progressivamente a sua participação nacional na produção de petróleo e gás natural. Em pouco mais de 10 anos passou de nono para segundo maior produtor do Brasil.

Apesar do recente crescimento, São Paulo conta há anos com diversos setores dessa cadeia produtiva. "Aqui estão localizadas mais de 40% da indústria nacional de bens, equipamentos e prestadores de serviços deste setor. É aqui também onde estão as refinarias responsáveis por transformar mais de 40% do petróleo nacional em gasolina, diesel, querosene para aviação, óleos e outros derivados fundamentais para o desenvolvimento econômico de todo o Brasil. Tudo isso gerando emprego e renda em diversas regiões do Estado", destaca o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, que participou do encontro.

No momento, a empresa se dedica a avaliar a descoberta, por meio de testes em um dos poços já perfurados. O foco é ter mais clareza do potencial de recursos da estrutura inteira de Carcará, que abrange também a área Norte de Carcará recentemente adquirida pela Statoil no último leilão da Agência Nacional do Petróleo, e amadurecer o conceito de desenvolvimento do campo.

Os testes estão sendo realizados pela sonda West Saturn, que já está na bacia de Santos. Cerca de 1.000 empregos foram gerados com a atividade de perfuração.

O Estado de São Paulo registrou em 2017 a arrecadação recorde de R$ 2,5 bilhões em royalties e participações especiais. A remuneração pela exploração de petróleo e gás no litoral paulista ficou em R$ 1,4 bilhão para o Governo do Estado e R$ 1,1 bilhão para os municípios paulistas como mostra o Informe das Participações Governamentais de Petróleo e Gás disponível no site da Secretaria de Energia e Mineração.

As cidades paulistas que mais receberam recursos no ano passado foram Ilhabela com R$ 440 milhões, São Sebastião com R$ 87,3 milhões e Caraguatatuba com R$ 82,3 milhões. Os três municípios, que respondem por 60% da arrecadação das cidades paulistas.

A produção de petróleo e gás do Estado é realizada em seis campos localizados na plataforma continental da bacia de Santos no litoral de São Paulo. Atualmente, Sapinhoá, localizado no pré-sal, é o maior campo paulista.

Statoil no Brasil

A Statoil, empresa global de energia com sede na Noruega, está no Brasil há mais de 16 anos atuando em projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural. Nesse período, a companhia já investiu mais de 10 bilhões de dólares, e pagou mais de 1 bilhão em participação especial e royalties.

A empresa hoje opera o campo de Peregrino, na bacia de Campos, com produção em torno de 70-80 mil barris/dia e tem participação também no campo de Roncador, operado pela Petrobras e cuja aquisição depende de aprovação da ANP, com produção diária de 240 mil barris de petróleo e 40 mil barris de óleo equivalente de gás associado.