Com ou sem dividendos, o analista da Magliano, Carlos Soares, disse que segue com boas perspectivas com relação à estatal e à sua gestão, que tem mostrado assertividade. “A venda de ativos, aliada à política de preços, deve seguir contribuindo para que a empresa continue a buscar a meta de desalavancagem operacional e ganhos de margem, ao longo dos próximos anos”, afirmou. “Diante disso, e da expectativa de que os resultados da empresa, a serem conhecidos nesta semana, esperamos que ela permaneça apresentando bom desempenho.”

A Petrobrás consta das seguintes carteiras: BB Investimentos, Bradesco BBI, Coinvalores, Magliano, Santander e XP Investimentos.

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A Lerosa não tem Petrobrás na carteira, mas optou pelo ingresso do braço de distribuição de combustíveis da empresa, a BR Distribuidora, que também apresentará resultados do último trimestre de 2017 na próxima semana. “A expectativa é de redução da diferença entre a margem da BR e a das principais empresas listadas (Ipiranga e Raízen), o que se traduziria em ganho de eficiência, resultando em melhora nos resultados financeiros”, disse o analista da corretora Vitor Suzaki.

Depois de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ter reprovado a aquisição da distribuidora de gás Liquigás, que pertence à Petrobrás, pela Ultragaz, do Grupo Ultra, a coluna perguntou a analistas se a postura da autarquia poderia frear novas fusões e aquisições. Recentemente, o Cade também reprovou a compra da rede de postos ALE pela Ipiranga, outra empresa do Grupo Ultra, e a união da Kroton com a Estácio. Os analistas da XP responderam que a postura mais conservadora do Cade pode de fato levar empresas maiores e líderes de segmento a repensarem planos de fusões e aquisições. No entanto, o que será mais relevante para ditar o apetite serão as condições de mercado, disseram.

A equipe da Planner opinou que não é possível generalizar a postura do Cade, pois cada processo merece avaliação diferenciada. “No caso dos processos recentes, de certa forma o mercado já esperava, pois causariam concentração de mercado. Acreditamos que as oportunidades continuarão presentes. Mesmo porque existe capital estrangeiro bastante interessado no Brasil”, disse o analista Mário Roberto Mariante.

Para Suzaki, da Lerosa, a nova postura do Cade pode vir a frear o apetite das empresas por fusões e aquisições, a depender do setor e da concentração de mercado. “Acredito que devemos sim ter algumas operações dificultadas pelo Cade, porém mais ligadas a setores já altamente concentrados. Não é o caso da maioria dos segmentos nos quais há maior expectativa de fusões e aquisições neste ano, como Tecnologia da Informação, shopping centers, energia elétrica, infraestrutura e saúde”, opinou.