Os contratos de petróleo operam em queda, mas próximos da estabilidade. A commodity continua, porém, pressionada pelo aumento nos estoques e pela produção em nível recorde dos Estados Unidos.

Às 8h30 (de Brasília), o petróleo WTI para abril caía 0,16%, a US$ 61,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio tinha baixa de 0,31%, a US$ 64,14 o barril, na ICE.

Os preços caíram mais na quarta-feira, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgar relatório que mostrou alta de 2,4 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA e também que a produção atingiu máxima recorde na semana encerrada no dia 2.

"O nível alto da produção não deixa espaço para dúvida sobre a força da produção dos EUA, por isso a resposta do mercado é compreensível", afirmou Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

O DoE prevê que a produção americana fique em média no patamar recorde de 10,7 milhões de barris por dia neste ano, chegando ainda a 11,3 milhões de barris em 2019. O boom do xisto é responsável por boa parte dessa alta, bem como melhorias na tecnologia e na eficiência. A alta dos preços de quase 20% nos últimos seis meses também colabora para animar agentes do setor a produzir mais.

Agora, investidores aguardam detalhes sobre os planos do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas à importação de aço e alumínio. Esses detalhes devem ser divulgados nesta semana, mas há o temor de que a medida possa gerar uma guerra comercial. Vários países já sugeriram ações tarifárias como contrapartida. A consultoria Global Risk Management afirmou em nota que o medo de uma guerra comercial continua a existir e influi nos mercados financeiros, o que afeta também o mercado do petróleo e pressiona os preços.